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Edição 2026

Networking em eventos: como abordar sem parecer interesseiro

Da redação · 3 min de leitura

Homem com adereços de cabeça e colares em celebração de cultura afro

Fazer networking em eventos sem parecer interesseiro depende da ordem das coisas: primeiro uma conversa genuína sobre o contexto do evento, depois — só se fizer sentido — a troca de contato. Quem pede cartão ou conexão antes de qualquer conversa real costuma ser lembrado pelo motivo errado.

Por que a abordagem direta afasta mais do que aproxima

Chegar direto perguntando "o que você faz" ou pedindo indicação de vaga logo na apresentação transmite que a conversa tem um único objetivo: tirar proveito da outra pessoa. Isso gera desconforto mesmo quando não é essa a intenção de quem aborda. Uma conversa que começa pelo contexto compartilhado — o próprio evento, uma palestra assistida, um tema em comum — tem muito mais chance de fluir naturalmente.

O que puxar assunto sem soar ensaiado

Perguntas sobre a experiência da outra pessoa no evento costumam funcionar melhor do que qualquer abertura genérica:

Esse tipo de pergunta abre espaço para uma resposta real, em vez de uma resposta automática de quem já ouviu a mesma abordagem dez vezes no mesmo evento.

Ouvir mais do que falar

Quem só fala sobre a própria trajetória profissional durante a conversa toda tende a ser visto como interesseiro, mesmo sem perceber. Prestar atenção genuína ao que a outra pessoa diz, fazer perguntas de acompanhamento e deixar a conversa seguir um fluxo natural costuma render mais conexão real do que qualquer discurso preparado sobre as próprias qualificações.

Quando e como pedir o contato

O contato deve vir como consequência de uma conversa que já rendeu algo, não como objetivo declarado desde o início. Frases como "gostei muito dessa conversa, posso te chamar depois para trocar mais ideia sobre isso?" soam naturais porque se referem a algo específico que aconteceu ali. Pedir contato sem qualquer gancho da conversa costuma soar mecânico.

Depois do evento: o follow-up que não incomoda

Boa parte do valor do networking em eventos se perde por falta de follow-up, ou se perde justamente por um follow-up mal feito. Uma mensagem enviada em até alguns dias, mencionando um ponto específico da conversa, tem muito mais efeito do que uma mensagem genérica de "foi um prazer te conhecer" enviada semanas depois, quando o contexto já foi esquecido pelos dois lados.

Fechando

Networking eficaz em eventos não é sobre acumular contatos, é sobre iniciar conversas reais que, eventualmente, podem virar contato profissional. Trocar essa ordem — buscar o contato antes da conversa — é o que faz a abordagem soar interesseira.

Perguntas frequentes

É errado ter um objetivo profissional ao ir a um evento de networking?

Não. O objetivo é legítimo, mas a forma de buscá-lo importa: conversas genuínas tendem a gerar conexões mais duradouras do que abordagens que revelam a intenção logo de início.

Quanto tempo depois do evento devo enviar a mensagem de follow-up?

Em geral, quanto antes, melhor, enquanto a conversa ainda está fresca na memória de ambos. Um intervalo de um a três dias costuma funcionar bem na maioria dos casos.

O que fazer se a pessoa parecer desinteressada na conversa?

Vale encerrar com naturalidade, sem insistir. Nem toda conversa em evento precisa virar contato profissional, e insistir quando não há interesse tende a reforçar a percepção de abordagem interesseira.